Como Funcionam os fundos
Adquirir um fundo imobiliário não significa que o cotista passe a ser dono de uma das lojas, flat ou escritório do empreendimento. Na verdade, o cotista é aquele que lucra com a locação (no caso de flats e escritórios), com o aluguel ou percentual do faturamento (lojas), ou com as luvas e as concessões para exploração de estacionamentos e cinemas (shoppings). Vale ressaltar também que do rendimento bruto são descontadas as despesas do empreendimento, a taxa de administração e o Imposto de Renda Retido na Fonte (20%).

O investidor está sujeito também a arcar com prejuízos, caso a atividade comercial escolhida para o investimento vá mal. Com o decorrer do tempo, despesas com reformas e modernização do empreendimento também poderão ser divididas entre os cotistas.

Mas a modalidade de investimento oferece mais prós do que contras. Entre as vantagens do sistema, o consultor de investimentos Sérgio Belleza Filho destaca a renda periódica proporcionada. E também o fato de que, embora a garantia seja baseada em um imóvel, não há nenhum envolvimento direto com a administração: as locações são feitas por empresas especializadas em forma de pool. Assim, não importa quais ou quantas unidades sejam alugadas: o resultado é dividido entre todos os participantes. "Além disso, há o valor de compra bastante acessível. Com R$ 10 mil é possível comprar cotas, mas não um flat", compara o consultor.

Outra facilidade para o investidor é a opção de vender uma parte das cotas, caso tenha algum imprevisto e precise de dinheiro. Se ele tivesse investido num imóvel, teria que se desfazer de todo o bem. Como são fundos fechados, os papéis imobiliários não dispõem de resgate. Para se desfazer de um fundo imobiliário é preciso vender as cotas a terceiros e estar ciente de que, como em qualquer venda de imóvel, a liquidez poderá ser menor que a oferecida pelos fundos de renda fixa e ações.

As empresas envolvidas nas negociações orientam o investidor interessado em vender suas cotas e costumam encontrar interessados nos papéis. Para maio está prevista a venda dos fundos imobiliários na Bolsa de Valores, o que deverá resultar no aumento do valor das cotas e da rentabilidade distribuída aos cotistas.
Voltar